História do IACS

A história do IACS começa com um pano de fundo problemático, marcado pela censura e perseguição da ditadura militar.

Dois anos depois de o curso de Cinema da Universidade de Brasília ser fechado com a demissão de 15 professores, além de outros que abandonaram o trabalho em solidariedade aos colegas, nasce, em 1967, o curso de Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense. O novo curso, que oferecia as habilitações de Cinema (extinta em 2008 com a criação do curso de Cinema e Audiovisual), Jornalismo e Publicidade e Propaganda, se juntou aos cursos já existentes de Biblioteconomia e Arquivologia.

Ainda sem estrutura própria, o Instituto permaneceu por dois anos em um espaço cedido pela prefeitura de Niterói, onde funcionava um cassino e atualmente está localizada a reitoria.

Durante os dez anos seguintes, de 1969 a 1979, os curso funcionou no quarto andar e subsolo do Instituto de Matemática, no campus do Valonguinho, quando mudou para o casarão localizado na Rua Lara Vilela, onde permanece até hoje.

E esse casarão tem história.

Erguido na década de 1840, foi residência do cônsul da Grécia, Othon Leonardos. Na época a área era coberta com árvores frutíferas.

Em 1926, o solar foi adquirido para instalação da seção masculina do Gymnasio Bittencout Silva, tradicional instituição de ensino privado fundada pelo professor Francisco Bittencout Silva, que passou a residir no sobrado de construção mais recente, localizado no mesmo terreno.

Em 1968, o colégio fecha as portas e, no ano seguinte, os prédios foram desapropriados e incorporados ao patrimônio da União.

No ano de 1969, o espaço passa abrigar a Faculdade de Fluminense de Filosofia – já pertencente à Universidade Federal Fluminense – e, em 1970, os cursos de Ciências Humanas e Filosofia.

Ao final da década, em 1979, o casarão finalmente passa a abrigar o Instituto de Artes e Comunicação Social.

O espaço continuou passando por diversas modificações.

Figura 1 - Fachada do campus na década de 1980. Autor desconhecido.

Na década de 1980, no lugar onde hoje é a sala de projeções, funcionava um bar com sinuca. No pátio central, quadra de esportes.

Entre 1991 e 1992, o espaço passou por uma significativa reforma estrutural, com a demolição da parte posterior do casarão e a construção de um novo edifício anexo, além da remoção da quadra de esportes.

Da página virtual do Instituto:

“O antigo solar, com implantação em centro de terreno, foi construído entre 1840 e 1845, como sede de chácara. Trata-se de um casarão de dois andares, com tipologia urbana e implantada à maneira rural. O espaço interior foi bastante alterado. A fachada principal apresenta, no térreo, uma grande porta de folha dupla, em arco pleno, e grandes janelas com cercaduras em cantaria, denunciando o uso dos serviços de cocheira e estrebaria. O pavimento superior continha a função residencial: dois salões de frente, biblioteca, quatro grandes quartos, cozinha espaçosa e outras dependências menores; uma seqüência de portas-janelas em arco pleno, que se abrem para um balcão sacado, com guarda-corpo de ferro forjado. As paredes externas têm 90cm de espessura no pavimento térreo, e 60cm no segundo pavimento. As paredes internas eram, originalmente, de pau-a-pique, posteriormente substituídas. O forro dos cômodos é em pinho-de-riga.

Mais à frente, próximo à rua, está o segundo prédio tombado. Trata-se de uma edificação de dois pavimentos, construída na segunda década do século XX. O edifício possui varanda com uma esbelta coluna em ferro fundido, levemente decorado, que sustenta o piso da varanda do pavimento superior. Grades nas varandas e nas sacadas, em ferro fundido, completam o desenho da fachada.”

Figura 2 - O campus entre 1990 e 2000. Foto de Gilberto Manea. Acervo do Diretório Acadêmico de Comunicação da UFF.

Em 2004, o pátio principal recebeu uma nova instalação, que ficou conhecida como “a praia do IACS” (veja o documentário “A Praia é Aqui” e a reportagem publicada no Jornal do Brasil).

Figura 3 - Projeto da Praia do IACS, idealizado pelo professor Jorge Freund.

O local foi ambientado como uma praia, com coqueiros, gramado, areia, guarda-sóis e espreguiçadeiras. A parede do anfiteatro recebeu uma pintura litorânea e o contorno da praia um calçadão (figura 4).

Entretanto, pela ação do tempo, pouca coisa durou: a água e calçadão pintados no chão estão apagados, os guarda-sóis e espreguiçadeiras deterioraram-se e foram removidos, e a areia, que nunca foi renovada ou higienizada, deixou de freqüentada – rendendo um curta produzido pelos calouros de Cinema durante uma oficina da Semana Acalourada do 2º semestre de 2007, chamado “Amor Tóçico“.

Figura 4 - Praia do IACS inaugurada. Autor desconhecido.

Em 2009, o sobrado localizado na parte lateral do campus foi reformado, passando a reunir as coordenações de quatro dos seis cursos, além da direção do Instituto, que antes dividiam o espaço do casarão com as salas de aula.

O início do período letivo de 2010 foi marcado por um trágico acontecimento. Fortes chuvas no mês de abril provocaram um deslizamento nos fundos do terreno, soterrando parte do bloco D, onde ficava localizado o almoxarifado de Cinema, estúdios e ilhas de edição. Equipamentos foram danificados e parte do acervo foi perdida (veja post relacionado do DACOreportagem publicada G1).

Em medida emergencial, para que as aulas laboratoriais pudessem ter continuidade, bem como suprir a necessidade de espaço para guardar equipamentos novos e que foram recuperados, módulos foram instalados no pátio do campus, na área correspondente a areia da praia (figura 5)

Figura 5 - Lateral do container. A intervenção promovida com a colocação de cordas nas janelas demonstra a insatisfação dos alunos. Foto: Ciro Mello.

E as transformações não acabam. Existe um projeto que levará o Instituto de Artes e Comunicação Social para o campus do Gragoatá.

A nova sede do Instituto deverá será composta por quinze módulos, dos quais nove estão previstos para 2012.

 

Em 2009, o sobrado localizado na parte lateral do campus foi reformado, passando a reunir as coordenações de quatro dos seis cursos, além da direção do Instituto, que antes dividiam o espaço do casarão com as salas de aula.

O início do período letivo de 2010 foi marcado por um trágico acontecimento. Fortes chuvas no mês de abril provocaram um deslizamento nos fundos do terreno, soterrando parte do bloco D, onde ficava localizado o almoxarifado de Cinema, estúdios e ilhas de edição. Equipamentos foram danificados e parte do acervo foi perdida (reportagem publicada G1 no ANEXO III).

Em medida emergencial, para que as aulas laboratoriais pudessem ter continuidade, bem como suprir a necessidade de espaço para guardar equipamentos novos e que foram recuperados, módulos foram instalados no pátio do campus, na área correspondente a areia da praia (figura 5).

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