Para não esquecer – Campanha de roupas

No dia 08/11, o DACO entregou as doações de roupas e agasalhos para a Associação de Vítimas do Morro do Bumba. De agosto a outubro, o Diretório recolheu os donativos em uma caixinha colorida que ficava no segundo andar do IACS.

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Mais do que uma entrega de roupas, o mais importante é perceber a urgência da mobilização coletiva para colocar a luta popular na agenda dos governos e dos demais poderes. O seu Francisco Ferreira, líder da Associação, recebeu os donativos e ficou responsável pela distribuição entre os mais necessitados. Ele está na militância diária desde 2010 para cobrar uma solução digna para as centenas de famílias que sofreram com o desmoronamento das suas casas, com a morte de parentes e que ainda sofrem com o descaso do poder político.

Hoje, ele e sua família moram em um conjunto habitacional construído pelo governo do Estado. Logo após a entrega dos apartamentos, o local já apresentava diversos problemas estruturais. As pessoas que não foram encaminhadas para o condomínio sobrevivem com o aluguel social de R$ 400.

A luta deles deve ser lembrada sempre. Não podemos deixar cair no esquecimento. Nós, enquanto estudantes e comunicadorxs, temos que nos movimentar na direção de uma sociedade e mídia solidárias, justas e democráticas.

Somos todxs Comunicação Social

MANIFESTO CONTRA AS NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DE JORNALISMO

 

Confira também no Issuu do DACO 

Nós, estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, representados pelo Diretório Acadêmico de Comunicação Social, vimos, através desse manifesto, manifestar nosso desacordo para com o Departamento do curso no que se refere à reestruturação do currículo à luz das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais de Jornalismo (NDJ), estabelecidas pelo MEC a partir da resolução nº 1 de 27 de setembro de 2013.

O corpo discente definiu o seu posicionamento na Assembleia de Estudantes que ocorreu no dia 04 de novembro de 2014, obedecendo o quórum mínimo estabelecido pelo estatuto dos Centros e Diretórios Acadêmicos. A negação às NDJ foi decisão unânime dentre os presentes, contabilizando vinte (20) votos. A seguir, explicitaremos os principais motivos que nortearam o posicionamento dos estudantes sobre a questão.

Nós concordamos que a reestruturação curricular do curso seja necessária, de forma a atualizá-lo às novas demandas do mercado profissional de jornalismo e às características do egresso do ensino superior. No entanto, avaliamos que as novas diretrizes homologadas pelo MEC não contemplam as múltiplas realidades acadêmico-profissionais dos estudantes de Comunicação Social do país.

Começando pela criação do curso de Jornalismo, medida que o retira do campo da Comunicação Social e o transforma em uma área de estudos independente. Mas como é possível desconsiderar quão diretamente o Jornalismo dialoga com áreas como a Publicidade, Radialismo, Relações Públicas e tantas outras? Consideramos que a aplicação dessa lógica que segmenta cada vez mais as áreas de conhecimento, tendendo perigosamente ao tecnicismo, em nada contribui para a formação plena do estudante. A medida não se sustenta sequer na análise da estrutura atual do mercado da comunicação, que exige profissionais multidisciplinares, capazes de articular práticas e conhecimentos e se adaptar a diferentes contextos. Além disso, setorizar o ensino da Comunicação é uma tentativa clara de enfraquecer a reflexão sobre o seu caráter social, culminando na desmobilização de uma classe com amplos interesses em comum, tanto em âmbito acadêmico, quanto profissional. Por todos os motivos supracitados, somos veementemente contrários à separação do Jornalismo da área da Comunicação Social.

Além disso, consideramos a instituição do estágio curricular obrigatório um dos pontos mais críticos do documento. Primeiramente, avaliamos que a medida desconsidera a existência de estudantes que não pretendem seguir trajetórias profissionais voltadas para o mercado, como aqueles que almejam a carreira acadêmica. Muito nos preocupa, a falta de estrutura das universidades para garantir supervisão adequada da relação estagiário-empresa. Afinal, com a obrigatoriedade do estágio, a tendência, seguindo a lógica de mercado na qual as empresas estão inseridas, é que a bolsa-auxílio paga aos estagiários seja ainda menor do que é hoje, e as condições de trabalho, ainda piores. Essa medida desconsidera, ainda, a realidade dos tantos alunos cotistas e com renda baixa que existem na universidade, muitos dos quais frequentemente dependem de um emprego fixo para se manter na graduação. Com a obrigatoriedade do estágio, especialmente em um provável contexto de remunerações mínimas, essas pessoas estariam ainda mais expostas à condição de vulnerabilidade financeira, que afeta diretamente o seu desempenho no curso e até mesmo a sua possibilidade de permanecer na universidade. Por acreditarmos em um modelo de educação democrático que contemple as múltiplas realidades dos estudantes do nosso país e contribua para a vivência e permanência do estudante na universidade, somos veementemente contrários à obrigatoriedade do estágio curricular supervisionado.

Em terceiro lugar, pontuamos a problemática em torno do novo modelo de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Como sabemos, atualmente os estudantes de Comunicação Social da UFF podem elaborar o TCC de duas formas: projeto prático-experimental ou monografia de reflexão crítica sobre os fenômenos da Comunicação. Mas como consequência da retirada do Jornalismo do campo da Comunicação Social através da criação do novo curso, os trabalhos monográficos devem ser diretamente relacionados ao Jornalismo. A medida desconsidera que, em se tratando de Jornalismo, é inevitável abordar outros temas do universo da comunicação, ainda que não se relacionem diretamente com a área. E se os objetivos do TCC são ratificar as habilidades e competências adquiridas pelo estudante ao longo da graduação e garantir um legado de produção de conhecimento para a comunidade acadêmica, chega a ser contraditório que um curso que articula formação específica e humanística não culmine em trabalhos que dialoguem com outras áreas do conhecimento. Por defendermos a necessária multidisciplinaridade da formação e, consequentemente, das produções finais dos estudantes de Comunicação Social, somos veementemente contra a restrição temática do TCC.

Considerando, ainda, que o documento que implementa as NDJ tem caráter recomendativo, não se sobrepondo à autonomia de que disfrutam as Instituições Públicas de Ensino Superior para definir o seu próprio currículo, e que a resolução do MEC não contempla a formação na qual acreditamos, nós, estudantes de Comunicação Social da UFF, não tememos afirmar que somos contra as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Jornalismo. Reforçamos, por meio desta carta, o nosso pedido para que este departamento repense a adesão às diretrizes e vote mais uma vez, agora à luz do posicionamento crítico dos estudantes. Ressaltamos que a negação das diretrizes não exclui a possibilidade de reformulação curricular ou descarta o trabalho desempenhado até o momento pelos professores de Jornalismo, em especial aqueles que compõem o Núcleo Docente Estruturante. Deixamos claro também que a presença dos estudantes, neste e em outros fóruns deliberativos, é um direito a que pretendemos fazer jus através de posicionamentos críticos e autônomos, na defesa dos interesses do corpo discente.

 

10 de novembro de 2014

Estudantes de Comunicação Social da UFF

Pela liberdade dos presos políticos

Nota de repúdio do DACO às prisões arbitrárias e à violência da PMERJ ocorridas no Rio de Janeiro em 12 e 13/07

 

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O Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (DACO-UFF) vem repudiar veementemente a violência praticada pela polícia militar contra manifestantes, jornalistas e comunicadores no dia 13 de julho de 2014, e a prisão arbitrária dos chamados “Presos da Copa” ocorridas no dia anterior, por ocasião dos atos no final da Copa do Mundo.

Enquanto estudantes de Comunicação Social, entendemos que a liberdade de expressão é um direito de qualquer cidadão, mas, além disso, é também um dever da democracia. O papel da mídia é fundamental no sentido de transmitir fatos e informações a toda sociedade, a partir das diferentes visões e ideologias. No entanto, no atual modelo que temos hoje, apenas uma voz é ouvida, enquanto todas as outras são silenciadas. Lembramos ainda que a Constituição Federal garante livre pensamento e manifestação e, portanto, nenhum indivíduo pode ser alvo de repressão por dizer o que pensa.

É importante lembrar que diversos estudantes de Comunicação Social da UFF estiveram e ainda se encontram presentes nas manifestações. Durante uma das “Jornadas de Junho”, tivemos um dos nossos alunos preso apenas por portar uma câmera fotográfica. Sentimos na pele o poder da repressão policial, que cala os manifestantes e a imprensa e, também por isso, somos solidários a todos os presos políticos da Copa.

Nos protestos violentos, a imprensa se reafirma enquanto “olhos do povo”, mostrando a realidade principalmente através de imagens, que chocam e revoltam a população. Uma vez silenciada, os abusos da Polícia Militar ocorrem com maior frequência e segurança, certos de que não haverá punição. A perseguição aos jornalistas se faz presente para esconder tais abusos, por isso vemos ativistas e comunicadores tendo seus cartões de memória, câmeras fotográficas e filmadoras roubadas, confiscadas ou destruídas. Chamamos atenção para os inúmeros casos de abuso de poder praticados por esta organização, que agride jornalistas (como Giuliana Vallone, repórter da folha; Sérgio Andrade da Silva, repórter fotográfico que ficou cego; e mais recentemente, o jornalista canadense que, após ser agredido, teve sua câmera roubada) , persegue, prende, agride e ameaça movimentos sociais e assedia manifestantes do sexo feminino.

Acreditamos que a Polícia Militar é um aparelho repressor do Estado, que busca calar a voz dos insatisfeitos e colaborar para a construção de imagem que criminaliza os movimentos sociais e justifica a forte repressão policial. Lembramos que esta organização assassina, diariamente, pessoas inocentes nas favelas cariocas. Não esqueceremos de Amarildo, DG, Cláudia e tantos outros.

Enquanto manifestantes, gritamos nas ruas, nos defendemos e nos apoiamos; enquanto estudantes, discutimos e refletimos; enquanto comunicadores, reportamos os fatos com veracidade. Repudiamos, portanto, toda e qualquer violência e prisão arbitrária que vise silenciar quem quer que seja. Estamos na luta por liberdade de imprensa, expressão e manifestação. E não nos calaremos.

PELA LIBERDADE IMEDIATA DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

Quadro de Horários 2014.2

O GCO (Departamento de Comunicação Social) liberou os horários para o próximo semestre. Dá uma olhada!

Jornalismo_2014-2

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Curtiram as optativas?

E se os alunos pudessem sugerir ao departamento as disciplinas que gostaríamos de cursar? Seria massa, né?

Então, chega junto! Essa é uma proposta que a gestão do DACO vai levar a frente neste semestre.

Para conferir o calendário acadêmico (início das aulas, IDUFF etc.), clique aqui.

 

Correções:

Publicidade e Estereótipos: somente nas terças-feiras

Jornalismo Internacional: oferecida apenas para alunos de Jornalismo e tem 25 vagas

Produção Gráfica Impressa: optativa de Jornalismo e aberta para os de Publicidade. O Prof. Alexandre Farbiarz pediu mandar e-mail ou mensagem para mais informações.

Calendário 2014.2

Mais um semestre se desenrola no horizonte. Fique ligad@ nas datas para não perder nada!

Período letivo 2014.2: 04/08 a 12/12

Inscrição online de disciplinas:  19/07 a 23/07

Inscrição presencial de disciplinas: 29/07 a 31/07

Cancelamento de disciplinas: 05/08 a 22/08

Trancamento de matrícula: 04/08 a 29/08

Período para requerer mobilidade acadêmica nacional: 20/10 a 24/11

Agenda acadêmica: outubro

Feriados e pontos facultativos:

15/10 – Dia do Professor
27/10 – Recesso
28/10 – Dia do Servidor Público
15/11 – Proclamação da República
20/11 – Dia da Consciência Negra
21/11 – Recesso
22/11 – Arariboia

Para acessar o calendário completo, clique aqui.

THCine Cannabis – Atividade de GREVE!

Contribuindo com a Greve Estudantil da UFF, o Coletivo Antiproibicionista Cultura Verde irá promover um cineclube de GREVE no teatro MPB-4 do DCE UFF.

PROGRAMAÇÃO:

20:00h – “Quebrando o Tabú” (2011 – Fernando Grostein Andrade)

O filme discute a problemática da politica de guerra às drogas e acende o debate sobre a importância de se amadurecer projetos para a legalização e regulamentação das drogas no Brasil.

22:00h – “Harold e Kumar” (2004 – Danny Leiner)

Comédia que reivindica a cultura canábica e garante boas risadas para relaxar depois de uma semana pesada de estudos, trabalho e militância na greve!

Além do cinema, um bate-papo sobre os filmes e curtas sobre diversos temas também estão na programação!

 Clique na imagem abaixo e confirme presença no evento!

*Compartilhe esse cartaz e ganhe pipoca no dia do THCine! Certifique-se que seu nome está na lista de compartilhamentos desta imagem na página do Cultura Verde.

**IMPORTANTE! – Cervejinha a R$ 2,00 e cultural depois da exibição dos filmes!

www.culturaverde.uff.br

Aniversário do Rio e nada a comemorar com a Barcas S/A

Charge de Latuff critica conivência de Cabral e Eduardo Paes com a baixa qualidade do transporte público no Rio de Janeiro

Charge de Latuff critica conivência de Cabral e Eduardo Paes com a baixa qualidade do transporte público no Rio de Janeiro

1º de Março é dia em que a cidade do Rio de Janeiro comemora seus 447 anos mas, infelizmente, não tem muito o que comemorar no que tange ao preço e qualidade do seu transporte público.

Depois dos problemas de agressão aos passageiros da Super Via, o metrô com o quilômetro mais caro do mundo e ônibus que notadamente possuem demanda acima de sua capacidade, as Barcas que fazem a travessia Rio-Niterói completaram o cenário de descaso da política estadual e municipal com o transporte público dos trabalhadores. O reajuste de 61% no valor da tarifa, subindo de R$ 2,80 para R$ 4,50, faz do valor da barca superior ao de alguns cruzeiros e, obviamente, gerou protestos da população.

Convocada para essa quinta-feira, o Grande Ato Contra o Aumento das Barcas S/A juntou cerca de 400 pessoas na Estação Araribóia em Niterói contra o reajuste abusivo. Reflexo da manifestação, o aumento foi adiado para sábado e segunda-feira novo ato foi convocado para o mesmo local. A expectativa é fazer a Barcas S/A recuar novamente e retroceder no aumento caso o ato consiga ser ainda maior que o primeiro.

Fotos do ato:

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